Dia Internacional da Mulher – Um pouco de vida e de história

Olá senhoras e senhores, hoje venho mais uma a cá, no querido blog BN, para falar um pouco sobre o dia internacional da mulher, sua luta por liberdade, e como nossa sociedade nos vemos ou cuidamos de nossas meninas. Serei mais serio hoje…foi mal aê!

Primeiro, vou passar um breve voo de como o dia se engendrou, mas como reconheço conhecer pouco ou nada sobre a história do feminismo ocidental, e do incrível movimento das sufragistas, me eximirei de comentários posteriores — porque afinal de contas, não posso falar do que sei pouquinho…

Dia Internacional da Mulher

 Andando pela Wikipedia, eu lembrava que o dia da mulher foi por conta de mulheres que foram queimadas dentro de uma fábrica, algo como uma greve ou algo do gênero. Mas a Wiki me pôs no chinelo e argumentou da seguinte maneira:

“Poucos dias depois, a 25 de março de 1911, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 146 trabalhadores – a maioria costureiras. O número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Este foi considerado como o pior incêndio da história de Nova Iorque, até 11 de setembro de 2001. Para Eva Blay, é provável que a morte das trabalhadoras da Triangle se tenha incorporado ao imaginário coletivo…considerado como a origem do Dia Internacional da Mulher”

E a dona enciclopédia me remete continuando:

“Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o czar Nicolau II…”

Confesso com sinceridade, que atribuir a revolução de 1917 a greve de operárias é bastante forçoso, mas não vou rebater a história atual. Em verdade, teria de pedir ajuda a um amigo meu historiador, e ver se as informações coincidem; afinal, todos os outros sites que pesquisei dizem o mesmo.

Enfim, não importa muito da onde ele veio. Se foi porque da Revolução de 1917 que por acaso tirou os Czares e a Russia da Primeira Grande Guerra, ou porque do incêndio. O que realmente importa são os motivos, as ações e os porquês que sustentam o dia.

Seguindo com o argumento, gostaria de falar um pouco sobre uma figura feminina que muito me marcou quando eu me metia com historia. Chama-se Emmeline Pankhurst; essa senhora lutou bravamente pelo sufrágio universal inglês, no final do sec. XIX até começo do sec. XX. Mas que pelo que me lembro, influenciou outros movimentos iguais no mundo.

A senhora Emmeline, muitas vezes fazia greves de fome, e era forçada a se alimentar — eu já vi fotos realmente terríveis de como era feita essa ‘alimentação forçada’; em verdade, algumas mulheres foram mortas de maneiras trágicas, tanto neste movimento do sufrágio, quanto nos outros, e ainda sofrem todo tipo de opressão social e politica ao redor do nosso planetinha.

Lembro um pouco também do movimento sufragista neozelandês, que foi o primeiro a conseguir o voto universal.

É realmente uma pena que eu não tenha agora, em mãos, minha velha enciclopédia que usava nos estudos; e como não gosto de confiar muito na memória, espero que essa pequena lembrança minha, façam meus leitores pesquisarem sobre ambos os assuntos.

-Mas bem seu Tassio, o que é o sufrágio universal, e por que as mulheres fundaram tantos movimentos?

Os homens sendo muito dominantes naqueles tempos, diziam que mulher não entendia de politica e ponto. Pra quê votar? Pra quê estudar? Somente há poucos anos, muitos países tradicionais, por força da ONU, ou antes da OTAN entrarem em suas sociedades, têm e/ou tiveram programas de estudo para as meninas.

Sufrágio

fonte: http://videoescolar.no.sapo.pt/sufragismo.htm

Nem vou falar aqui de como a mulher socialmente, até os dias de hoje, é diminuída perante o todo. No mercado de trabalho ainda ganhando menos que o homem, tendo que cuidar da família e da casa, e nem vou citar aqui o contexto da mulher negra.

Então amigos, foi por isso que surgiram os movimentos feministas, e sufragistas. Para garantir o direito de voto, e o direito de cidadã. Pelo direito que toda ser humano possui. E foi preciso figuras como a Emmeline.

Dona Dilma

fonte: http://noolhar.files.wordpress.com

Para terminar, vou colocar aqui umas observações minhas, porque andei pensando muito o ano passado sobre a situação feminina no mundo; não vou argumentar de maneira arguta, mas só vou fazer algumas colocações.

A mulher de um jeito ou de outro, construiu e família, manteve a prole, e portanto nas sociedades até 200ac-200dc, eram valorizadas, como as portas para manter sua cidade-estado [comunidade] vivas.

Sinais disso são as deusas daquela época, o lugar ativo das sacerdotisas…É interessante notar, que se a mulher criou a família, até por falar mais que os homens; é graças a mulher que hoje a humanidade é o que é. Engraçado pensar nisso não? Em algum momento da historia, a força física se impôs — e de um modo ridículo — ainda se impõem aqui no Brasil.

Os casos de crimes passionais contra as mulheres são rotineiros — onde muitas vezes elas por motivos que desconheço, perdoam seus parceiros até quase, ou serem mortas. Sem contar a vergonha, o medo, e o fato de há pouquíssimo tempo atrás a mulher ser totalmente depender do parceiro, economicamente — ainda, infelizmente, existem as que são mesmo.

Já temos a lei Maria da Penha, cuja historia é tão guerreira como qualquer outra das nossas mulheres — mas ainda há vários passos a serem andados nessa jornada.

Nossa sociedade ainda é nova — nossa e a do mundo, o que acontece aqui, se repete com outras ‘roupagens’ lá fora, algumas vezes mais brandas, outras piores — e sem o verdadeiro respeito ao seus membros.

O que falo aqui caras amigas/amigos, não é de dar um lugar especial a um membro da sociedade, mas de colocá-lo em posição de igualdade, enquanto ser humano, enquanto cidadã. De certo que por sermos patriarcais, ainda ‘forçamos’ ou ‘idealizamos’ nas mentes femininas novas, conceitos tolos como o homem ‘cafajeste’, a ‘piriguete’ e o ‘protótipo’ de homem que elas sonham, e que infelizmente, as fazem sofrer e perdurar todo o processo
– não as isento de culpa porém.

Como mudar isso? Sejamos igualitários e ponto. E nos voltemos à mulheres como Emmeline Pankhurst, como Joana Dark, Joana Angélica, Madre Teresa, e as admiremos, porque como costumo falar, as heroínas costumam ser mais heroicas que os heróis.

Beijo mainha! Te amo!

About Tassio Bruno

Tassio Bruno Ferreira Silva Estudante do Quinto semestre de Filosofia, Aqui na UFBA. Amante de boa arte, bom humor, e um critico afiado das coisas do mundo -- e de mim mesmo!

2 thoughts on “Dia Internacional da Mulher – Um pouco de vida e de história

  1. Angelo
    24 de março de 2012 at 23:55

    Eita mano , tai um assunto que vc gosta de falar !!

    mas como sempre vou polemizar,

    E o dia do homem ? o que tem a me dizer ? rsrs ( outro assunto que sei que gosta de falar )

    abrçs

    1. eEUcomISSO [Tassio Bruno]
      29 de março de 2012 at 15:42

      oii grande amigo!
      dia do homem? no dia que o homem tiver de lutar pelo sufragio universal, agnte conversa sobre o assunto. rsrs — tomara q isso nunca aconteça.

      abraços mano!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *