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Nobel da Paz 2011 é concedido a 3 mulheres


O Nobel da Paz de 2011 foi dado a três mulheres, duas liberiana e uma iemenita. Entre elas está a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a ativista da paz também liberiana, Leymah Gbowee, e a líder do movimento pró-democracia no Iêmen, Tawakul Karman. As premiadas foram recompensadas por suas lutas pacíficas pela segurança das mulheres e pelos seus direitos para participar da construção da paz. As vencedoras vão dividir o prêmio no valor de US$ 1,5 milhão (equivalente a R$ 2,7 milhões).

A liberiana Ellen Johnson Sirleaf, de 72 anos, passou para a história ao converter-se, em 2005, na primeira mulher eleita como chefe de Estado no continente africano, em um país de quatro milhões de habitantes traumatizados por guerras civis que, de 1989 a 2003, deixaram 250.000 mortos, destruindo suas infraestruturas e sua economia.
“Desde sua posse em 2006, contribuiu para garantir a paz na Libéria, para promover o desenvolvimento econômico e social e reforçar o lugar das mulheres”, acrescentou Jagland.

Seu acesso ao poder foi possível pelo trabalho de Leymah Gbowee, assistente social de 39 anos “guerreira da paz”, fundadora do movimento pacífico que contribuiu, em particular com a convocação de uma “greve de sexo”, para terminar com a segunda guerra civil em 2003, assinalou o Comitê Nobel. Lançada em 2002, essa iniciativa original levou as liberianas de todas as confissões religiosas a negar sexo aos homens até que cessassem os combates, o que obrigou Charles Taylor, ex-chefe de guerra convertido em presidente, a associá-las às negociações de paz.

“Leymah Gbowee mobilizou e organizou as mulheres além das linhas de divisão étnica e religiosa para pôr fim a uma longa guerra na Libéria e garantir a participação das mulheres nas eleições”, assinalou Jagland.

A terceira laureada, a iemenita Tawakkul Karman, jornalista de 27 anos “tanto antes como durante a Primavera Árabe, teve um papel preponderante na luta a favor dos direitos das mulheres, da democracia e da paz no Iêmen”, afirmou.

Karman, a primeira mulher árabe que recebe o Prêmio Nobel da Paz, numa primeira reação, declarou-se honrada e surpresa e dedicou seu prêmio à “Primavera Árabe”. “Trata-se de uma honra para todos os árabes, muçulmanos e mulheres. Eu dedico este prêmio a todos os ativistas da Primavera Árabe”, declarou ao canal de televisão árabe Al-Arabiya.

O Globo

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