Brasil acolhe mais de 4 mil refugiados de 76 paises

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O Brasil acolhe atualmente pelo menos 4.311 refugiados provenientes de 76 países, segundo dados de outubro de 2009 divulgados nesta quinta (11), em Brasília, pelo Ministério da Justiça, durante a Reunião Internacional sobre Proteção de Refugiados, Apátridas e Movimentos Migratórios Mistos nas Américas.
De acordo com o levantamento, os países com mais refugiados no Brasil são Angola, Colômbia, República Democrática do Congo, Libéria e Iraque. Outro grupo representativo no Brasil é o dos cubanos (133).

Veja abaixo as nacionalidade com mais refugiados no Brasil.


Nacionalidade                                       Refugiados            %
Angola                                                    1.686              39,15
Colômbia                                                   592              13,73
República Democrática do Congo           431              10,00
Libéria                                                       258               5,99
Iraque                                                        201               4,67


Fonte: Ministério da Justiça (dados de outubro de 2009)

Para tratar da situação do deslocamento forçado no continente americano e a situação dos refugiados na região, o Ministério da Justiça e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) promovem nesta quinta-feira a reunião internacional.
Segundo o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, um dos objetivos da reunião é relembrar aos países da região o compromisso fixado no México, em 2004, de se ter um sistema efetivo de recepção e proteção de refugiados. Ao final do encontro, será divulgada a “Declaração de Brasília”. Outro objetivo da reunião, segundo Barreto, é estimular os países a dividir responsabilidades na questão dos refugiados.
Barreto citou como exemplo o caso do Equador, que nos últimos anos recebeu cerca de 500 mil refugiados colombianos. O Brasil e outros países da região se ofereceram para receber parte deste contingente. O Brasil recebeu 592 colombianos. O ministro reconheceu que o número é baixo, mas, segundo ele, isso ocorre porque muitos preferem ficar em países mais próximos da Colômbia, como Equador e Venezuela.
O diretor de Proteção Internacional do Acnur, Volker Türk, afirmou que, no caso dos refugiados colombianos, a ajuda brasileira foi muito importante. “O número não é tão grande, mas o impacto político é enorme”, afirmou o diretor.

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