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Crise no Egito: Rumores que Mubarak tenha entregado o cargo

O primeiro-ministro do Egito, Ahmed Shafiq, encontrou-se neste sábado (05/02) com líderes dos protestos para debater possibilidades para a deposição do presidente Hosni Mubarak. Uma delas seria o vice-presidente Omar Suleiman assumir as atribuições da presidência.

Segundo informações da televisão egípcia, Mubarak entregou o cargo de líder do partido Nacional Democrata, sendo seguido por outros funcionários importantes da facção. Porém os ativistas advertem que as manifestações não cessarão, até que ele tenha renunciado à presidência do país.

Em seguida às conversações com os oposicionistas, Shafik prometeu no canal de televisão estatal que a estabilidade retornará ao país, após 12 dias de protestos. Na capital, o Exército instou os manifestantes que ocupam a Praça Tahrir a abandonar o local. O chefe do partido do governo, Safwat el Sharif, anunciou sua renúncia neste sábado.

Prejuízos e vítimas

Enquanto seguem os protestos de centenas de milhares em todo o Egito, o ditador de 82 anos de idade realizou uma reunião com seus conselheiros econômicos, entre eles o ministro das Finanças e o presidente do Banco Central. Desde seu início, em 25 de janeiro último, a crise política já custou à economia do Egito 3,1 bilhões de dólares.

Segundo o site de internet do New York Times, representantes do governo norte-americano consideram a possibilidade de que a Alemanha receba o presidente egípcio, para fins de tratamento médico. Deste modo, um governo de transição sob Suleiman estaria apto a negociar com a oposição, sem que Hosni Mubarak perca seu cargo imediatamente.

Pela primeira vez, um jornalista se encontra entre as vítimas fatais das manifestações em massa. Segundo o jornal oficial Al Ahram, na sexta-feira um repórter egípcio de 36 anos sucumbiu ao disparo que recebera de um franco atirador no início da semana, quando cobria as batalhas de rua no Cairo.

Fonte: dw-world