Risco de vida ou risco de morte?




Hoje me deparei com um tema que a algum tempo me incomoda, é essa expressão “risco de morte”, não me lembro quando, mas sei que não faz muito tempo que comecei a escutá-la na TV, nas ruas, mas por que aboliram a expressão “risco de vida”

A matéria que me fez escrever este post é a seguinte: Risco de vida ou risco de morte escrita por Sérgio Rodrigues.

Antes de voltar ao assunto dei uma olhada na gramática e me deparei com a seguinte definição em figuras de linguagem:
Elipse. É a omissão de um termo ou oração que facilmente podemos subenteder no contexto. É uma espécie de economia de palavras. São comuns as elipses dos pronomes sujeitos, dos verbos e de palavras de ligação… Pode ocorrer a elipse total ou parcial de uma oração…
Pois bem, “risco de vida” significa “risco de perder a vida”. Não é óbvio?! Porém o mais ridículo dessa história toda é que a expressão escolhida para substituir a “ilógica” também é um elipse. Na verdade, são duas elipses! “Risco de morte” vem de “risco de encontrar a morte”. –Ei, e a segunda elipse?- Acontece que “risco de encontrar a morte” vem de “risco de encontrar o anjo da morte”! Atualmente os gramáticos (quase) todos concordam que, em línguas, o uso (costume) é mandante. Se quisesse evitar a elipse deveria utilizar “risco de morreR 

Agora temos que escrever e falar risco de morte, gostaria de saber quem foi que resolveu trocar ou dizer que o termo outrora usado estava errado, enfim não se trata de dizer que risco de morte seja, como alegam seus defensores a respeito de risco de vida, uma expressão “errada”. Não é. De gabinete, sim, mas não errada. Pode-se usá-la sem risco para a adequada comunicação de uma mensagem. Se seus adeptos se contentassem em fazer tal escolha de forma discreta, sem apontar agressivamente o dedo para quem não concorda com ela, a convivência das duas formas poderia ser pacífica.

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