Cálculo Exato

Transitividade Verbal

Olá povo! 

Semana passada falamos de Regência Verbal. Hoje vamos falar de um assunto bacana e importante: transitividade verbal. Se você, meu caro leitor, tem feito uma verdadeira “confuseba” na área de análise sintática, então você precisa entender bem essa postagem: transitividade verbal é importante no contexto da análise sintática.

 

 

Pois bem: o que é transitividade verbal? Nada mais é do que analisar se o verbo exige ou não complemento e preposição.

Opa aí óh! Num intendi nada, bixim!

Calma… Se você não entendeu, vamos usar bastante exemplos, visto que nada é tão didático quanto eles.

Os verbos podem ser divididos em dois grupos principais: os transitivos e os intransitivos.

1) Verbos Intransitivos

São verbos que têm sentido completo e não precisam de complemento para você entender o sentido da oração (frase com verbo… além do “pai-nosso”, por exemplo).

Frigobertino morreu.

O verbo “morrer” é intransitivo: não precisa de mais nada depois dele. Você conseguiu entender que Frigobertino bateu as botas, partiu dessa para melhor (ou pior…). Claro que eu posso indicar alguma circunstância, mas daí vai se tratar de um adjunto adverbial, que é termo acessório.

Frigobertino morreu…

comendo cachorro quente (modo em que ele morreu)
em Tangamandápio (lugar)
aos 45 do segundo tempo do jogo do Ipatinga (tempo)

Todas essas circunstâncias (modo, lugar, tempo, etc…) são advérbios: apenas detalha um pouco mais a ação do verbo, mas você entende, de todo modo, que ele morreu, certo? Então, se eu dizer “Frigobertino morreu”, você entende perfeitamente que ele morreu. Logo, “morrer” é intransitivo. Entendeu?

2) Verbos Transitivos

Agora, verbos transitivos, ao contrário dos intransitivos, precisam de um complemento para darem sentido à oração.

Frigobertino morreu
(intransitivo: não precisa de complemento)
Frigobertino preparou
(transitivo: preparou o quê? A oração, se parar em “preparou”, não tem sentido.
É preciso especificar o que ele preparou)
Se eu chegar para uma pessoa e falar “ele morreu”, a pessoa vai entender o sentido da oração (ele morreu). Agora, se eu chegar para a pessoa e falar “ele preparou”, ela vai me olhar com cara de paisagem e não vai entender o que eu disse. Ele preparou o quê?
Portanto, o verbo “preparar” é transitivo: precisa de algo (um complemento) para ter algum sentido.
Frigobertino preparou uma salada de cachorro

Entendeu? Verbo transitivo: precisa de alguma coisa depois para dar sentido completo à oração. Já o intransitivo não precisa.

Agora, como a Gramática adora classificações, os verbos transitivos podem ser diretos e indiretos.

Verbos transitivos diretos: não tem preposição entre o verbo e o complemento (é direto! não tem nada entre eles!)

Verbos transitivos indiretos: tem preposição entre o verbo e o complemento (tem uma preposição enfiada entre o verbo e o complemento: é indireto!)

Cridovaldo fez a prova de matemática

Veja que, entre o verbo “fazer” e o complemento “a prova de matemática” não tem preposição. O “a”, antes da palavra “prova”, é só um artigo (a,o, as, os, um, uns, ….). Portanto, o verbo fazer é transitivo direto.

Cridovaldo torceu pelo timão


Veja que, entre o verbo “torcer” e o complemento “Grinadalva” tem preposição (por). Obs: “pelo” é junção da prep. “por” com o artigo “o” (… torceu por + o timão).

Portanto, esse verbo é transitivo indireto.

Logo:

Tem preposição: indireto
Não tem preposição: direto

Ah sim… se você não se lembra direito o que são preposições, aí tem alguns poucos (os principais estão sublinhados):

por, para, perante, a, ante, até, após, de, desde, em, entre, com, contra, sem, sob, sobre, trás

Casos especiais:

Existe ainda o verbo transitivo direto e indireto (quando tem dois complementos: um com preposição e outro sem). Ex: Cridovaldo entregou o bilhete ao filho (“o bilhete”: complemento sem preposição. “ao filho”: complemento com preposição). Existe também o pleonástico, mas não é muito usado.

Verbatin!

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Sinaf (campanha publicitária)
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