Cálculo Exato

TOP 10: Vergonhas Políticas de 2009

Com o período das eleições presidenciais se aproximando, parlamentares estão se matando nas plenárias. A faxina tão prometida pelas CPIs acaba arquivando processos, bravatas continuam e parece que entra governo, sai governo, o discurso muda, mas não emplaca. A história repete o pastelão: corrupção, impunidade, falcatruas e gastança com o dinheiro público – mais uma triste trajetória que não conseguimos nos livrar.

 

A discussão de Collor

Brasília, agosto de 2009

A crise no Senado se agrava e deflagra a polaridade entre aliados e não aliados ao presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), denunciado por uma série de irregularidades. O estopim gerou bate-bocas fervorosos; num deles, Fernando Collor de Mello (PTB-AL) mandou Pedro Simon (PMDB-RS) engolir suas palavras e que as “digerisse” como quisesse, depois que o peemedebista defendeu a saída de Sarney do comando da Casa.

Atos secretos

De 1995 a 2009, 623 atos administrativos secretos não divulgavam ao público eleitor informações sobre a contratação de novos servidores, aumentos salariais e verbas indenizatórias relacionadas ao Senado. Quando vieram à tona, a credibilidade da Casa foi manchada. Parentes e apadrinhados de José Sarney, empregados por lobby, também foram contratados por meio de atos secretos.

Yeda Crusius

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), escapa de impeachment com a absolvição dada pela Assembleia Legislativa. Mesmo se desculpando, o arquivamento da acusação por crime de responsabilidade no esquema que desviou R$ 40 milhões do Detran-RS não tira Yeda Crusius da mira da CPI da Corrupção. Segundo o líder da bancada do PT, deputado Elvino Bohn Gass, as fraudes em licitações estaduais ainda devem passar pelo crivo da Operação Solidária, da Polícia Federal.

Sérgio Moraes

Brasília, Maio de 2009
Após dizer que “se lixava” para a opinião pública”, o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) comemorou a absolvição do colega Edmar Moreira (ex-DEM-MG), acusado de uso irregular de verba indenizatória. Relator do processo de cassação do deputado dono de um castelo de R$ 25 milhões, ele foi deposto ao manifestar intenções a favor do acusado.

Cota de passagens aéreas

Brasília, abril de 2009

No episódio que ficou conhecido como “a farra das passagens aéreas”, senadores, deputados e assessores estenderam seus privilégios a familiares e terceiros. A devolução do dinheiro deve ocorrer de forma gradual, conforme as investigações avancem. Para tornar o processo mais transparente, o Governo promete divulgar quem está utilizando passagens e com qual finalidade. Fechando o cerco aos deputados federais, a Câmara aprovou a redução da cota em 20%. Na imagem, o deputado Federal Fábio Faria (PMN-RN), que pagou viagens para sua ex-namorada Adriane Galisteu.

Edmar Moreira

O mesmo Conselho de Ética que responsabilizava Edmar Moreira (ex-DEM-MG) por fazer mau uso de verba indenizatória o isentou da acusação de passar notas frias de empresas de segurança. O CES estava atrás do deputado que não declarou o castelo de R$ 25 milhões, em nome de seus filhos. Recebeu pena alternativa a pedidos do deputado Hugo Leal (PSC-RJ) e continua na Casa usufruindo os benefícios previstos para seu cargo, a contragosto do relator vigente que pediu a sua cassação, Nazareno Fonteles (PT-PI).

Renan Calheiros e Tasso Jereissati

Brasília, Agosto de 2009

Na troca de farpas entre os parlamentares, a quebra de decoro é geral no Senado. O líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), e o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) bateram boca após o peemedebista pedir uma investigação contra Artur Virgílio, líder do PSDB, por contratar um professor de ginástica e pagar o tratamento de saúde da mãe com o dinheiro do Senado.

Vereadores cassados

São Paulo, Outubro de 2009

Financiamento de campanha sempre envolve alguma polêmica pela origem e quantia das verbas destinadas. A da vez envolveu um suplente e 13 vereadores da Câmara dos Deputados já afastados de seus cargos e considerados inelegíveis por três anos. Motivo? Doações como as da Associação Imobiliária Brasileira (AIB) chegaram a R$ 4,43 milhões em 2008, beneficiando a 44 políticos, a maior parte candidato nas capitais. O Ministério Público Estadual (MPE) deu nome aos bois e ligou a AIB como braço do Sindicato das Imobiliárias e Administradoras (Secovi), infringindo a Lei Eleitoral (9504/97) que limita a doação das entidades a 2% de sua receita no ano anterior, ou R$ 325 milhões, teto que o MPE não confirmou.

Mensalão do DEM

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), é o centro das investigações da operação Caixa de Pandora, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de pagamento de propina para parlamentares da base aliada do governo na Câmara Legislativa do DF.

Grosserias de Puccinneli

Setembro de 2009

O sensacionalismo e o bate-boca saem da alta cúpula do Planalto e avançam às planícies pantaneiras. O governador peemedebista de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, xingou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, de “veado”e “maconheiro”. O ministro responde à truculência chamando o colega de “estuprador do pantanal”.

Imagens foram gravadas por Durval Barbosa – ex-secretário de Relações Institucionais de Arruda e colaborador da PF em regime de delação premiada; ele próprio é alvo de vários outros inquéritos – expõem bastidores do chamado mensalão do DEM e a divisão do dinheiro que, de acordo com a investigação, era proveniente de propina paga por empreiteiras e prestadoras de serviço.

Fonte: http://br.retrospectiva.yahoo.com/2009/vergonhaspoliticas

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