No primeiro dia de desfile das escolas do Rio, Portela e Beija-Flor se destacam

A primeira noite de desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro, realizada neste domingo, dia 19, já revelou duas fortes candidatas ao título de 2012: Portela e Beija-Flor.

Com enredos que tiveram como tema o Nordeste do Brasil, as duas agremiações empolgaram o público com apresentações grandiosas.

A Portela cantou a Bahia e encantou o público

Única escola que participou de todos os desfiles do Carnaval carioca e detentora de 21 títulos, a Portela foi a segunda a passar pela Avenida e levou à Sapucaí o samba-enredo “E o povo na rua cantando. É feito uma reza, um ritual”, que fala sobre a Bahia.
Não faltaram representações do Pelourinho, da Igreja do Senhor do Bonfim e de manifestações típicas do estado. Daniela Mercury, musa do Carnaval de Salvador, veio sobre o carro alegórico que fazia referência à folia da capital.

Já a Beija-Flor fez um desfile excepcional com o samba-enredo “São Luís – O poema encantado do Maranhão”.

A escola, atual campeã do Rio, foi a sexta a entrar na Avenida, mas renovou as energias do público com a beleza de sua apresentação, que falou sobre a história da capital do Maranhão, fundada há 400 anos.

No último carro, a agremiação dez uma homenagem ao carnavalesco Joãosinho Trinta, nascido em São Luís, e exibiu a alegoria criada pelo artista para o Carnaval de 1989. Na época, a obra, uma réplica do Cristo Redentor, foi censurada e teve de ser coberta para o desfile.

Releitura do cargo alegórico polêmico "Cristo Mendigo" de 1989, agora com Joãosinho Trinta

De braços abertos, numa posição característica de suas passagens pela avenida, ele estava no meio dos mendigos tambem do enredo “Ratos e Urubus”, o vice-campeão daquele ano. Atrás do carro, uma faixa de agradecimento: “Valeu João, Valeu.”

Artistas plásticos famosos renderam bons temas para Mocidade Independente e a Renascer de Jacarepaguá, que levaram ao Sambódromo desfiles que homenagearam, respectivamente, os pintores Cândido Portinari e Romero Britto.

A Imperatriz Leopoldinense também dedicou seu desfile à Bahia, lembrando o centenário do nascimento de Jorge Amado, e explorou os símbolos e encantos do estado.

A Porto da Pedra não agradou muito com uma apresentação que pareceu bastante deslocada entre os temas deste ano ao falar sobre a história do iogurte.

Fechando a primeira leva de desfiles, a Vila Isabel investiu no resgate das relações entre Brasil e Angola e trouxe para a Sapucaí um pouco do semba (estilo musical angolano) e do kuduro (dança típica do país), com diversas alegorias de temática tribal.

 

Com informações da Band

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