Cálculo Exato

Dúvida do Internauta #2 – Quando usar naquele ou aquele

Olá, pessoal

Recebi uma dúvida sensacional de uma de nossas leitoras.  Vou postar aqui e, logo em seguida, responderei. Se você tem alguma dúvida de gramática, faça um comentário aqui no Blogando Notícias que a gente dá uma ajudinha.

Ajude-me… tenho dúvida ao utilizar a palavra naquele ou aquele. Ex: Naquele dia junto ao mar… ou aquele dia junto ao mar? Outro ex: Tremi aquela hora. Ou Tremi naquela hora. Vou esperar ansiosamente as explicações. Obrigada.

O Blogando Notícias está aqui para te dar uma ajudinha

Olha, é o seguinte:
Na oração “naquele dia junto ao mar…“, eu preciso saber o que tem depois das reticências (os três pontinhos), senão a história é outra (explicarei logo).

Em relação a “tremi aquela hora”, serei franco: eu tenho dúvida se essa forma também é certa (eu acho que está errado). Você pode usar “tremi NAQUELA hora” (com certeza, está certo), mas não sei dizer se “tremi AQUELA hora” está 100% certo.
Portanto, escreva “tremi naquela hora” (está certo, pois se trata de uma referência temporal já consagrada).
O negócio é o seguinte: use “aquele” se esse termo fizer parte do sujeito. Use “naquele” se a ação verbal estiver orientado para outro sujeito.
Calma, serei mais claro.
Nas orações abaixo, o “aquele” funciona como pronome demonstrativo e faz parte do sujeito:
Aquele dia foi rápido.”

Aquele dia acabou.”

Aquele dia foi chato.”
Perceba que os verbos se referem ao termo “aquele dia”. Portanto, use “aquele” (e não naquele). Estaria errado dizer “naquele dia foi rápido“. Fica vago, pois falta um sujeito.

Portanto, use “aquele” se ele fizer parte do sujeito.

“Aquele dia foi chato” (sujeito: aquele dia)

“Naquele dia, eu fiquei chateado” (sujeito: eu)

Agora, vejamos a sua outra frase com o termo invertido e o sujeito expresso (para ficar mais simples):

“Naquela hora, eu tremi”.

Quem tremeu não foi “naquela hora”, mas sim fui “eu”. Fui EU quem tremeu. Portanto, o termo “naquela hora” funciona como referência temporal.  Se fosse a hora que tivesse tremido (estranho, né?) eu escreveria “aquela hora tremeu”.
Portanto, veja a diferença:
“Naquela hora, EU tremi”. (o “naquele” não faz parte do sujeito)

“Aquela hora tremeu”. (o “aquele” faz parte do sujeito).
Em relação à oração “naquele dia junto ao mar…”, eu preciso saber o que tem depois das reticências. Veja:

 

Zucrinaldo


“Naquele dia, junto ao mar, Zucrinaldo bebeu água.” (referência temporal)

“Aquele dia, junto ao mar, estava maravilhoso” (o sujeito é “aquele dia”).
Na segunda opção, temos: “aquele dia foi maravilhoso” (o que está entre vírgulas é o aposto). Como “aquele dia” é o sujeito, então usamos “aquele” (pronome demonstrativo).
Na primeira opção, o “naquele dia” funciona como referência temporal e o sujeito é “Zucrinaldo”. Tanto é que você pode omitir o termo, ficando assim: “Zucrinaldo bebeu água”.

 

Se você tem dúvidas em gramática, faça um comentário aqui, no Blogando Notícias, ou entre em contato com o formulário de contato ao final do blog do gramaticando (blogdogramaticando.blogspot.com).

 

 

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