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Crise no Egito: Pressão para renúncia de Mubarak

Milhares de manifestantes voltaram a ocupar as ruas das principais cidades do Egito nesta quarta-feira (9), no 16º dia de protestos pedindo a renúncia do presidente Hosni Mubarak, há três décadas no poder. Ferroviários organizam uma greve, ativistas acampam no centro do Cairo, a ONU pressiona, mas o regime egípcio resiste.
A Irmandade Muçulmana, principal grupo de oposição no Egito, qualificou nesta quarta-feira como “monólogo” o diálogo iniciado, junto a outras organizações políticas, com o regime do presidente Hosni Mubarak, e pediu resultados mais rápidos.
O grupo, no entanto, informou que não abandonará a mesa de negociações aberta no domingo passado com representantes do governo, liderados pelo vice-presidente Omar Suleiman.
Já o Movimento 6 de Abril, que reúne os jovens, divulgou nesta quarta-feira uma mensagem no Facebook reiterando que apenas negocia após a renúncia de Mubarak.
Al Qaeda prega “guerra santa” contra Mubarak
O movimento Estado Islâmico do Iraque, organização liderada pela rede terrorista Al Qaeda, pediu aos egípcios que declarem guerra santa e estabeleçam na nação africana um Estado baseado na lei islâmica. A informação é do SITE Intelligence Group, grupo dedicado a monitorar entidades islâmicas.
O SITE informou em sua página na internet que o “Ministério de Guerra” do Estado Islâmico do Iraque (ISI, em sua sigla em inglês) “ofereceu aos manifestantes sete conselhos” para forçar a renúncia do presidente egípcio, Hosni Mubarak, e evitar que pessoas próximas a ele se mantenham no poder.
A organização, com sede nos Estados Unidos, divulgou que a mensagem do ISI foi disseminada nesta terça-feira através de fóruns de internet voltados a jihadistas. Na mensagem, o ISI teria manifestado que todos os egípcios capazes de combater devem participar da guerra santa contra o regime de Mubarak.
Ferroviários entram em greve, diz jornal
Segundo fontes citadas pelo jornal The Guardian, cerca de 3.000 ferroviários entraram em greve, para pressionar Mubarak a renunciar.
Motoristas de caminhões e ônibus podem aderir aos protestos.
Cresce pressão externa
Nesta terça-feira (8), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, defendeu uma transição “ordenada” rumo à democracia no Egito, para que o país mantenha o “papel-chave” que desempenhou para a paz no Oriente Médio sob a Presidência de Mubarak.
O presidente, aliás, recebeu nesta quarta-feira a visita do enviado da Rússia para o Oriente Médio, Alexander Sultanov. Nos últimos dias, os russos tem pedido diálogo entre as partes no Egito.

R7

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